Anoitece e amanhece
Mesmo se seu coração padece
Se a alma enfraquece
E nada aquece,
Não esquece
Anoitece e amanhece
Se o amor não acontece
E a paixão logo some e espairece
Do colchão vazio que deixa
De quem por noites, bancou a gueixa
A besta.
Não esquece,
Anoitece e amanhece.
Nem todo vinho do mundo
Nem toda sexta-feira
Nem todo ele
Nem toda ela
Deixe ir, deixe ir
Outros hão de vir
Pegue as regras e queime
Toque fogo nos discos
Desplugue, desligue, desabafe, desame, desmame, desfaça.
E nunca, nunca esqueça, nunca se engane.
Amanhece, anoitece, amanhece, anoitece. Adormece.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Outubro
O tempo já passou
Se eu me refiz e você não
É que meus dias foram curtos
E as noites muito longas
Você chorava no colo de outra
Eu dançava no colo de outros
No escuro, os gatos são pardos
Ver você é arriscado
É repetir mais um clichê
Que só me emburrece
Você nem se merece
Você nem me conhece
É só o assunto que surge
Quando não há nada pra dizer
E não há motivo pra beber
É o fantasma que me lembra
Que é bom sentir medo, aprender a guardar segredo
Pra ninguém lhe ver aqui
O tempo já passou
As minhas noites já são curtas
Os dias são longos
Não vem me aborrecer
Se eu me refiz e você não
É que meus dias foram curtos
E as noites muito longas
Você chorava no colo de outra
Eu dançava no colo de outros
No escuro, os gatos são pardos
Ver você é arriscado
É repetir mais um clichê
Que só me emburrece
Você nem se merece
Você nem me conhece
É só o assunto que surge
Quando não há nada pra dizer
E não há motivo pra beber
É o fantasma que me lembra
Que é bom sentir medo, aprender a guardar segredo
Pra ninguém lhe ver aqui
O tempo já passou
As minhas noites já são curtas
Os dias são longos
Não vem me aborrecer
Rá!
Ah, se você viesse
E sua fé me desse
Eu deixava o vinho na calçada
Largava essa vida de farra
Casava de véu e grinalda
Mas quando você vem
Implica, me enche
Me prende
Sufoca, esgota, transtorna
Digo: te amo
'Cê cala
O silêncio toma a sala
E eu fico só pra depois
Um dia ao abrir o jornal
Vai dizer: famosa
O vizinho suspira: gostosa
Na cama que não é mais sua
Seu nome jogado na rua
Você mente
Eu lhe processo
Diz que lhe tratei mal
E eu confesso
Vadia, vazia, não presto
E sua fé me desse
Eu deixava o vinho na calçada
Largava essa vida de farra
Casava de véu e grinalda
Mas quando você vem
Implica, me enche
Me prende
Sufoca, esgota, transtorna
Digo: te amo
'Cê cala
O silêncio toma a sala
E eu fico só pra depois
Um dia ao abrir o jornal
Vai dizer: famosa
O vizinho suspira: gostosa
Na cama que não é mais sua
Seu nome jogado na rua
Você mente
Eu lhe processo
Diz que lhe tratei mal
E eu confesso
Vadia, vazia, não presto
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